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FENÔMENO DE LÚCIO

22 de julho, 2020

O Fenômeno de Lúcio (FL) é um tipo de reação de hanseníase, sendo considerado por alguns autores variante da reação tipo 2 e, por outros, reação tipo 3. Caracteriza-se por lesão cutânea necrosante grave, podendo ocorrer tanto na hanseníase de Lúcio quanto na hanseníase virchowiana, que fizeram o tratamento inadequado ou não trataram.

Limita-se quase exclusivamente aos pacientes do México e da América Central, mas incomumente relatada em Cuba, América do Sul, EUA, Índia, Polinésia, África do Sul e Sudeste Asiático.

É caracterizado por surtos de máculas eritematosas, dolorosas, ligeiramente infiltradas e por bolhas hemorrágicas que evoluem com necrose central e ulceração. As úlceras acompanhadas de necrose, bordas irregulares e formato poligonal são características clássicas.

As lesões acometem preferencialmente as extremidades, deixando cicatrizes atróficas e estelares; raramente existe acometimento de face e tronco. Ocorre geralmente em pacientes virgens de tratamento específico para hanseníase ou em tratamento irregular e se manifesta 1 a 3 anos após a instalação da doença.

A positividade do anticorpo anticardiolipina IgM e a IgG negativa foram descritas em alguns casos, sendo o FL interpretado como causa da síndrome de anticorpo antifosfolípide secundária. O FL tem a gravidade relacionada ao retardo no início da terapêutica e a evolução para o óbito por distúrbios da crase sanguínea ou sepse. Os fatores precipitantes são infecções, drogas e gravidez.

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